26 outubro 2007


Pois, pois! Muito bem Marta e Hélio! Penso que chegaram ambos à beira da praia! Estiveram lá a rodear mas... Não acharam estranho eu ter escolhido azul claro? Pois, pois! É também uma das cores da natureza! Apesar de todas as cores o serem... Pronto... É uma das cores predominantes da Natureza! Ora bem, porque é que o azul é uma cor que nos traz tanta calma? Se pensarmos nas emoções que nos fazem sentir calmos, essas emoções poderão estar ligadas a conforto, lar, aceitação e algo que nós não entedemos facilmente: infinito! Ai, ai que eu vou começar com filosofias e vocês não vão perceber... Estão a ver o yin e o yang, sabem o que quer dizer? É o simbolo simplificado de que tudo é duo e um. Ou seja, o mal e o bem estão interligados e pertencem ao mesmo. Nós sentimo-nos bem e calmos, quando estamos protegidos e confortáveis em nós e por nós. Muitas vezes temos estas emoções quando estamos com outras pessoas, no entanto, desenganem-se se acham que são os outros que nos dão essas emoções, mais ninguém é capaz de sentir por nós. Ninguém nos dá as emoções. Cada pessoa teve um crescimento diferente e aprendeu a responder a uma determinada situação com uma determinada resposta. Na verdade, quando dizemos que a pessoa nos faz sentir confortáveis, não quer dizer que é essa pessoa que nos dá esse conforto, somos nós que, com todas as experiências e emoções que tivemos anteriormente nos sentimos confortados ao estar ao pé dessa pessoa. Mas já estou a fugir à meada... Se nós nos sentimos confortáveis em nós mesmos, centrados num ponto, como é que nos podemos sentir calmos ao olhar para o céu ou mar infinito? Ah! Ah! Porque nós também somos o infinito! Sentimo-nos seguros ao saber que temos um lugar onde poisar a cabeça todas as noites, mas também nos sentimos seguros por saber que existe sempre um mundo de descoberta lá fora. Porque a nossa natureza é descobrir, viver novas experiências e mal ou bem nós vivemo-las todos os dias! Mas como nos fechamos na nossa caixinha, não reparamos que estamos a Ser e a descobrir! É muito dificil conseguirmo-nos separar das histórias do dia a dia, mas uma coisa é certa, se nos afastarmos e observar-mos a nossa vida de uma perspectiva diferente encontramos uma imensa riqueza!

4 comentários:

Hélio disse...

É pá, foi esplendida a explicação que deste! A multidimensionalidade do Ser, as emoções que essas dimensões permitem, o "upbringing", tudo, soube mesmo muito bem de ler... De facto, se teimarmos em ver a nossa vida de uma so perspectiva, numa linha simples e permanente ao longo dos dias, concerteza que será algo extremamente monótono... tal como num livro (mas em melhor!) que ao lermos por diversas vezes acabamos sempre por descobrir pormenores novos e deliciosos, também olhando em angulos novos o nosso dia-a-dia podemos encontrar coisas do arco-da-velha! Não sei quem é que disse mas quem quer que tenha sido que tenha dito para nos "reinventarmos" todos os dias, devia saber dessa verdade encantadora (nao sei se tem muito a haver com o tema mas apeteceu-me dizer ;) )... Beijos!

Unknown disse...

Mas não é o azul que me faz sentir assim!! O branco faz mais! Entrar em contacto comigp mesma... O infinito da alma... o azul incomoda-me um pouco...

Unknown disse...

Mas adorei a tua explicação... Escreve com esta paixão a tua tese e vais ver!!

Luís disse...

Adoro o tao seja de que cor for...
O tao é a representação da unidade e ao mesmo tempo dos conflitos que existem na Qui (ou Ki ou Tchi nunca sei). Se quisermos podemos ser a força ou a fraqueza, o bom ou o mau. As nossas acções reflectem apenas um pedaço do iceberg da nossa personalidade e resultam dos nossos conflitos interiores mas são as nossas acções que são vistas pelos outros. Por isso é quer a tradição oriental dá muita importância ao auto-controlo. Todos somos bons e maus. Uns escolhem fazer más acções, outros procuram evitá-las... E aquele símbolo retracta isso mesmo com umas quantas curvas...