03 maio 2010


É através da saudade que descobrimos o verdadeiro amor.

03 dezembro 2009

Quando alguém discorda de nós, não devemos lançar-nos logo numa discussão. Esse nosso entusiasmo mal dirigido é um desperdício de energia com que não conseguiremos mudar nada. Quanto muito, podemos conseguir não sair vencidos.
Só devemos falar se a outra pessoa nos quiser escutar. Se não, será melhor ficarmos calados, sem dizer nada. Falar, quando não nos ouvem, é arranjar sarilhos. É atear mais o fogo de um incêndio, acrescentar água a uma cheia. É alimentar os excessos.

Ser mensageiro entre duas facções em oposição é sempre uma tarefa muito difícil. No diálogo entre elas há sempre tendência para exagerar críticas ou elogios. E, como sem verdade nunca existe confiança, os mensageiros correm sempre perigo. Uma oposição só pode ser resolvida quando se fala com verdade e sem exageros.

E, em vez de perdemos tempo a planear como iremos argumentar ou agir, devemos simplesmente tentar entender bem a situação e quem é o outro. Observar o seu caracter. Mas não só com os sentidos nem com base apenas no nosso conhecimento. Só se nos conseguirmos esvaziar de todas as essas faculdades conseguiremos observar convenientemente, com todo o nosso ser.


Estaremos sempre mais perto do sucesso se não agirmos ou se conseguirmos agir sem ser notados. Se nos quiserem escutar, falaremos. Se não, ficamos silenciosos e entre os outros. Porque não há nada que devamos ser senão um entre outros. Devemos estar no meio dos homens sem os perturbar, sem entrar em conflito com a imagem ideal que eles têm de si próprios. Não devemos tentar impor as nossas ideias à força.
A virtude e a fama fazem os homens lutarem entre si. A virtude de uns fere os outros porque acaba por ser entendida como uma demonstração das suas falhas. E aquele que fere os outros acabará sempre, por sua vez, por ser ferido. Se não nos expusermos demasiado, não teremos inimigos nem seremos atingidos.
Tudo deve ocorrer naturalmente. Embora isso não seja fácil. Porque temos tendência a agir com base no nosso conhecimento, sempre imperfeito, em vez de agirmos com base na consciência plena da nossa ignorância. E porque, além disso, nos pode faltar a paciência para esperar. E leva-se sempre um longo tempo a fazer uma coisa como deve ser.

Mas não se consegue parar uma carruagem apenas com um braço levantado. E, uma vez feito algo de errado, pode ser muito tarde para o corrigir.

Avançar com segurança é como caminhar sentado.
Ou andar sem tocar no chão.
É voar sem ter asas.

E fácil não deixar rasto quando se está parado, mas é difícil andar sem tocar no chão. É fácil entender a sabedoria dos que sabem, mas muito mais difícil entender a dos que não sabem.

Uma janela é só um buraco numa parede. Mas, por ela existir, um quarto pode-se encher de luz. Se nos conseguirmos esvaziar de todas as nossas faculdades e sentidos, deixaremos também passar a luz. E será através dessa nossa influência secreta e subtil que os outros poderão ser transformados.
Chuang Tse

22 outubro 2009

Não há coincidências mas... esta é mesmo a propósito!!!! Eu só errei uma! Vê quantas tu acertas. Clica na imagem e faz o teste!

14 setembro 2009


In the silence of the darkness when all are fast asleep
I live inside a dream calling to your spirit
As a sail calls the wind, hear the angels sing

Far beyond the sun across the western sky
Reach into the blackness find a silver line
In a voice I whisper a candle in the night
Well carry all our dreams in a single dream of light

Close your eyes, look into the dream
Winds of change will winds of fortune bring

Fly away to a rainbow in the sky gold is at the end for each of us to find
There the road begins where another one will end
Here the four winds know who will break and who will bend
All to be the master of the wind

Falling stars now light my way
My life was written on the wind
Clouds above, clouds below
High ascend the dream within

When the wind fills the sky the clouds will move aside
And there will be the road to all our dreams
For any day that stings two better days it brings
Nothing is as bad as it seems

Close your eyes, look into the dream
Wins of change will winds of fortune bring

Fly away to a rainbow in the sky gold is at the end for each of us to find
There the road begins where another one will end
Here the four winds know who will break and who will bend
All to be the master of the wind

Adivinha de quem é esta música!

28 maio 2009


No meio do rebuliço do dia a dia acabamos sempre por não ter muito tempo para aquilo que importa realmente - nós mesmos! Estamos preocupados para dar o nosso tempo a quem gostamos, estamos preocupados em dar o nosso tempo ao trabalho, estamos preocupados em dar o nosso tempo à comida, aos transportes, à casa, à televisão, aos jogos de computador, aos livros... mas acabamos sempre por nos negligenciar. Por um lado é bom, é da maneira que escusamos de enfrentar os nossos monstros e se simplesmente nos embrunharmos em muitas coisas, nem sequer nos lembramos do que nos está a arreliar e a remoer por dentro. Não temos tempo porque também não nos queremos lembrar. Não temos tempo porque não queremos encarar os factos - a realidade - e o pior de tudo, encarar as nossas emoções, e compreender porque estamos a sofrer. Enchemo-nos de ideais e de esteriótipos, temos de fazer isto porque isto tem de ser assim feito! Toda a gente o faz! Temos de casar, ter filhos, trabalhar, ter um carro, ir às compras no sábado, limpar a casa à sexta feira, passar a ferro ao domingo, arrumar a cama todos os dias... Estas tarefas tornam-se menos "porque têm de ser feitas" para "porque sim! Porque assim és um bom menino" ou "porque assim és igual aos outros e és mais facilmente aceite por eles". Ai, como eu desprezo estas regras... Sempre fui uma outlier, uma anti-social, já não os suporto aturar a fingir que vivem as suas vidas todos contentes - ir ao ginásio todos os dias porque todos vão e porque faz muito bem à saúde, comprar casa, gastar o dinheiro em viagens... E não são capazes de pensar de uma outra forma. Estamos de tal maneira afixionados nesses ideais que nem reparamos no que nos rodeia! Mas viaja-se para colmatar a falta de cor que a nossa vida tem! Mas também não sabemos apreciar a cor de todos os dias, aquelas que realmente importam. Não sabemos ver, porque estamos de olhos fechados. Não reparamos no milagre do nascer do sol todos os dias, das cores que ele nos envia. Não reparamos na energia que flui entre nós e a natureza, ou entre nós e as pessoas que gostamos, ou a energia que emanamos quando somos tratados com carinho e respeito... Estamos tão distanciados da natureza numa cidade que "aprendemos" a ser cegos. O problema é que abrir os olhos e encarar a realidade custa. Passamos a estar mais distanciados das outras pessoas, passamos a ver a beleza mas também passamos a estar conscientes da escuridão. Mas se formos uma lanterna que vai iluminando o caminho aos outros, para eles aprenderem também a ver esse caminho, o nosso caminho será mais doce.

29 dezembro 2008


Já é tempo de acordar do sonho. Lentamente abro os olhos e procuro onde estou. Acordei num lindo dia de chuva e nevoeiro, daqueles onde sabe bem ficar em casa a preguiçar... ou mesmo a trabalhar.

Quem sou? Talvez ainda seja cedo para responder à pergunta, afinal, o sonho mudou-me. Olho para a terra de uma forma diferente, olho para as pessoas de uma forma diferente, olho para a vida de uma forma diferente. As ondas vão e vêem, podem remexer a areia mas a terra fica sempre lá. Há sempre um equilibrio entre a terra e o mar. Mesmo a rocha que acaba por ser desfeita pelo mar tem a hipótese de se formar noutro lado. Nem que seja no fundo do oceano... Pode demorar mais ou menos tempo mas tudo muda de lugar.

Não saber quem sou traz muitas consequências indesejáveis. É como ficar em fase de latência. Tudo desaba em cima e tudo é incerto, tudo é inseguro, nada é real. Para trás ficam momentos felizes, pequenas ilhas no meio de um turbilhão de emoções cegas, que nos dão um pouco de alento para continuar. Mas tudo deixa de fazer sentido.

Sinto-me como se estivesse estado numa máquina que nos faz ficar em estado latente. E enquanto me afundava em auto-comiseração o meu forte foi ficando cada vez mais fraco. Todas as teorias de força e luta que eu sempre construi ruiram. Como resultado, acabei numa espiral de destruição, de perda de confiança em mim mesma e na perda do controle.

Estou numa ilha mágica rodeada de um mar mágico também. Vim aqui parar porque desci num arco-íris. A ilha é grande, tem uma cascata lindíssima e está cheia de árvores e de sombras. Por vezes assusto-me com elas, por vezes tenho a lucidez suficiente para não ter medo, são apenas árvores. Encontro-me numa clareira onde no centro se encontra uma fogueira, as chamas já estiveram mais fortes, tenho de deitar mais lume. Um ancião vem ter comigo e oferece-me um embrulho. É uma pequena caixa de cartão enrolada em papel pardo e atada com uma corda. Ao desembrulhar deparo-me com uma linda bola de cristal, feita com um cristal puro e limpido. Nela vejo várias passagens da minha vida. E essas imagens fazem-me ficar ainda mais confusa e angustiada. Estou presa entre o que fui o que sou e o que quero ser. Persigo os meus sonhos passados, luto por sobreviver no presente mas nunca ligo ao que eu sou. Entro em cnflito permanente, não sei o que fazer, não sei como lidar. Desistir? Não, essa não é a opção, já foi, já não é mais. Adormeço, angustiada... E acordo do meu sonho.

Sei quem sou, mas não o quero ser. Sei que não há lugar para mim neste mundo.

21 outubro 2008


Como é ser-se cientista, viver num mundo do objectivo e da verdade e consequência, e ao mesmo tempo viver uma vida espiritual e aplicar todos os conhecimentos de reiki que tenho... É um pouco confuso... Por um lado não quero alterar os meus resultados, por outro... com os conhecimentos energéticos que tenho digamos que trago vantagens e desvantagens para o meu trabalho. Desvantagens porque se algum equipamento está para dar o berro, ele não espera! Dá e acabou-se... Por outro lado, vejo que todas as pessoas com quem eu trabalhei directamente alteraram as suas vidas para melhor... E ainda bem! Pena que eu tenha ficado sempre para trás a fazer as coisas sozinha... (Será este ponto mesmo uma coisa má?) Por outro lado, tenho uma sensibilidade maior para com o material que estou a trabalhar. Sinto as minhas proteínas a agirem como eu sei que devem. É verdade... confesso que já pedi às células para se descongelarem mais depressa, ou se romperem mesmo... e elas são umas queridas! A principio custava-me pedir-lhes isso: Vá cresçam para eu as matar a todas! (lol) mas depois num téte à téte com elas apercebi-me que foi para isso que elas cresceram! Elas servem mesmo para aumentar o conhecimento. Só é pena que eu às vezes ache que este aumento de conhecimento é só para mim... mais ninguém vai estar interessado neste trabalho... E bolas... estou à meses à espera de uns resultados que nunca mais aparecem! Não é que me apetece particularmente começar a estudar que nem uma maluca mas... gostava de pela primeira vez na minha vida acabar alguma coisa... Nunca acabei nada... Não posso dizer que nenhum trabalho meu ficou completo de forma a poder publicar alguma coisa. Por eu trabalhar mal? Acho que não... Mas parece que bloqueei... e o que me irrita é que estou tão perto! E toda a minha vida laboratorial está mais ou menos dependente disto... Sei que vou sofrer a escrever mas... tenho um dia de enfrentar o touro! É inevitável! Posso chorar, falar mal da minha vida, mas sei que o vou vencer e vou conseguir um bom resultado no final de tudo. Perserverança e muita paciência... É engraçado como tanta gente mais velha dá bitaites sobre o que é ser-se cientista nesta geração... Eu digo com franqueza... Estou aqui não porque é o melhor, é porque eu gosto disto! Apesar do futuro ser tão negro que eu nem quero olhar, apesar de sermos maltratados e incompreendidos... é o entusiasmo de descobrir, de poder levantar um pouco o véu e descobrir como no fundo a Vida é tão harmoniosa. Voltando à questão inicial, eu tenho uma resposta! Escolhi este caminho pois sou uma curiosa e quero saber o que é a vida e tudo ao que ela está implicado.